Adélia Sampaio

Adélia Sampaio

Adélia Sampaio é cineasta e foi a primeira negra a dirigir um longa-metragem no Brasil, com título de “Amor Maldito”, lançado em 1984. Nascida em 1944, em Belo Horizonte – Minas Gerais, foi uma das poucas mulheres a chegar à direção nos anos 80, declarando que “Cinema é, sem dúvida, uma arte elitista, aí chega uma preta, filha de empregada doméstica e diz que vai chegar à direção, claro que foi difícil! Até porque me dividia entre fazer cinema e criar meus dois filhos. ”, trabalhou também em áreas como Direção de Produção e Produção Executiva. Foi vítima na ditadura militar junto a seu marido jornalista (preso político), sendo presa e agredida. Mudou-se aos 12 anos para o Rio de Janeiro, começou sua carreira em 1967 na distribuidora de filmes Difilm como telefonista e organizava sessões de 16mm para cineclubes. Seu primeiro contato com a área cinematográfica propriamente dita foi com sua irmã Eliane Cobett na produção de filmes de seu marido, William Cobett, como “Santa Tereza” (1975) e “O grande Palhaço” (1980), atuando não só como produtora, mas como produção executiva, continuísta e maquiadora. Nos anos 70, participou de produções como “O segredo da Rosa” (1974), de Vanja Orico, atuando como produtora executiva e uma das roteiristas, “Ele, Ela, Quem? ”, de Luiz de Barros na produção, e, “ O Seminarista” (1977), de Geraldo Santos Pereira na produção. Nos anos 80, deu um salto em sua carreira passando a dirigir curtas como “Denúncia Vazia”, “ Agora um deus dança em mim”, “ Adulto não brinca” e Na poeira das ruas”, além de dirigir curtas, também produziu filmes importantes como “Parceiros da Aventura” (1980), de José Medeiros, “Um menino…Uma mulher” (1980), de Roberto Mauro. Em 1984, Adélia dirige seu primeiro longa “Amor Maldito”, contendo um tema relacionado ao homossexualismo feminino, baseado em uma história real, sendo então, a pioneira em ser uma mulher a dirigir um longa nesta temática. Em 1987, dirige o documentário “Fugindo do passado: um drink para tetéia e história banal”, sobre memórias da ditadura. E em 2004, co-dirige, com Paulo Markum, porém com foco para televisão, “AI-5 – o dia que não existiu”.

* Texto por Ana Izidoro

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Born in: 1944

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